Alan Mathison Turing
Alan Mathison Turing nasceu em Londres no dia 23 de junho de 1912, filho de um oficial britânico, Julius Mathison e de Ethel Sara Turing, formou-se nas universidades Cambridge e Princeton, ficou conhecido como pioneiro na teoria da computação, tão logo aprendeu a ler e escrever ele já se mostrava grande interessado pela ciência da computação numérica.
Alan Turing começou a estudar a Teoria da Relatividade em 1928, influenciado fortemente por Christopher Morcom, o qual morreu em 1930, sendo assim, Alan Turing
motivou-se a dar continuidade ao trabalho de Morcom, durante anos Alan trocou correspondências com a mãe de seu grande amigo, ficando maravilhado com as idéias dele, e com a probabilidade de resolver problemas como o da teoria mecânica quântica.
Em 1935 concluiu o mestrado no King's College, já aos 24 anos, Alan Turing foi consagrado como um dos maiores matemáticos de seu tempo, quando antecipou aos seus colegas a possibilidade de executar operações computacionais referente a teoria dos números, através de uma máquina na qual estivesse introduzida as regras de um sistema formal.
Apesar de não existir propriamente tal máquina, Alan Turing ressaltou desde o começo que tal máquina poderia ser construída, através de sua descoberta deu-se início a uma nova esperança no empenho de formalizar a matemática, marcando profundamente a história da computação de tal forma, que hoje ele é considerado como uma pessoa essencial para o desenvolvimento do computador digital.
O código era trocado inúmeras vezes, o que acabava dificultando na sua decodificação, eles eram produzidos por um computador chamado Enigma, o que tornava o trabalho cada vez mais constante contra o relógio. Além de Alan Turing outros cientistas trabalharam num sistema denominado de Colossus, que utilizava uma enorme quantidade de servo-motores e metal, sendo considerado um antecessor dos computadores digitais.
Logo após o fim da guerra uni-se ao National Physical Laboratory, com a missão de desenvolver o ACE (automatic computing engine), que seria o primeiro computador totalmente inglês. A demora na construção desta máquina, fez com ele se mudasse para Manchester, onde passou a se dedicar ao estudo da IA (inteligência artificial) e de formas biológicas.
O método denominado teste de Turing era realizado com o objetivo de determinar se as máquinas realmente tinham a capacidade de pensar. Problemas relacionados à sua sexualidade em 1952 interromperam seus estudos, o que acabou levando-o a prisão, onde era forçado a se submeter à psicanálise e a diversos tipos de tratamentos, os quais buscavam a cura para sua homossexualidade. Graças uma grave crise de depressão, provavelmente relacionada às reações decorrentes dos fortes tratamentos médicos forçados, aos 41 anos faleceu cometendo suicídio com uma maçã envenenada com cianureto de potássio.
A Maquina de Turing
Para se analisar a MdT considerando-a como um modelo de um procedimento, ela deve entretanto, oferecer propriedades de forma que seus algoritmos sejam executados de uma forma que se tenha fim, dividida em três fases, ser discretos, ser executáveis mecanicamente e dentro de um tempo determinado (finito).
No ano de 1936, Alan Turing apresentou um modelo no qual era divido em três partes essenciais, a fita é a primeira onde ela era empregada ao mesmo tempo como aparelho de entrada, saída e memória de trabalho, utilizando uma unidade de controle, a qual seria a segunda parte que refletia o estado de fluxo da máquina, através de uma unidade de leitura e gravação, podendo acessar apenas um célula de cada vez, com movimentos apenas para os lados.
A terceira parte e talvez mais importante, consiste no programa ou função de transição, onde ela era encarregada de comandar tanto as leituras quanto as gravações, além de determinar o estado da máquina e de indicar qual o sentido de movimento da cabeça da fita.
A fita consistia de células as quais armazenava um símbolo, tanto do alfabeto de entrada, quanto do alfabeto auxiliar ou ainda em branco, sendo ela infinita para o lado direito e finita para a esquerda. Cada palavra ocupava as células à esquerda da fita, de modo que as demais células não eram preenchidas ficando em branco, conforme figura abaixo, onde o espaço em branco é representado pela letra β (beta) do alfabeto grego, e a cabeça de leitura/gravação ficava localizada na célula à esquerda da fita.
Figura do site http://ia.ucpel.tche.br/~lpalazzo/Aulas/LFA/LFA-T05.pdf
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