1 Introdução
A cada dia, o computador tem-se tornado mais presente no cotidiano, realizando os mais variados tipos de tarefas. Algumas dessas atividades envolvem “raciocínio” (por exemplo, reconhecer pessoas, dirigir carros, entre outras), e o computador aparece aqui como uma “extensão” da mente humana. Tornar possível a realização dessas tarefas por computadores é um dos objetivos da Inteligência Artificial, “...o ramo da Ciência da Computação que estuda a automação de comportamento inteligente” [Russel & Norvig 1995]. Uma das habilidades humanas ainda caracterizada como um desafio para a IA é o simples ato de conversar.
Há quase cinco décadas, a IA vem desenvolvendo pesquisas e softwares de software visando dar ao computador a capacidade de conversar com um homem de forma natural [Turing 1950]. Esses softwares são chamados chatterbots (robôs capazes de conversar) [Laven 1999], e podem ser construídos para os mais diversos fins (i.e., manter uma conversa sobre um tema livre, conversar sobre um tema específico, vender algum produto, auxiliar estudantes em ambientes virtuais de estudo, etc).
Os primeiros chatterbots construídos tinham como principal objetivo fazer uma imitação o mais perfeita possível de um ser humano conversando, de forma que não fosse possível ao usuário do computador distinguir quando estava interagindo com um computador ou outro homem. Esse tipo de software foi idealizado por Alan Turing em 1950. Turing no seu artigo “Can machines think?” propõe um teste, o Jogo da Imitação (The Imitation Game), famoso como Teste de Turing, cujo objetivo era determinar se uma máquina pode pensar.
Com o surgimento da máquina de Turing (MdT), iniciou-se a idéia de uma máquina autômato digital, foi uma luz para nascerem idéias que hoje são utilizadas em nossos computadores modernos, como o Chatterbot, que surgiu na década de 50, quando Turing levantou a questão “As máquinas podem pensar”.
Uma das principais previsões de Turing, consistia na possibilidade de no ano 2000, cinqüentas anos depois de seu artigo, haveria uma maquina computacional que seria capaz de passar em seu teste.
Levando-se em consideração que haja muita coisa dita a respeito da inteligência das máquinas e da capacidade de se construir um software que simule o dialogo de um humano, esta é uma tarefa muito complexa, ainda sem grandes soluções para casos universais. No entanto, isto não aponta para um futuro limitado das pesquisas nesta área; pelo contrário, um uso muito interessante deste tipo de software está surgindo: disponibilizar informação em um ambiente Web, através da Internet. Essa nova aplicação abre para este tipo de software uma ampla área de atuação ainda por explorar. Objetivo este que estaremos nos aprofundando do decorrer de nosso trabalho.
Referências Bibliográficas
[Laven 1999] The Simon Laven Page. [online] Disponível na Internet via WWW. URL: http://www.toptown.com/hp/sjlaven/index.html. Arquivo capturado em 24 de maio de 1999.
[Russel & Norvig1995] Russel, S.J., Norvig, P. Artificial Intelligence: a modern approach.
[Turing 1995] Turing, A. M. “Computer machinery and intelligence”. In: FEIGENBAUM, Edward A., FELDMAN, Julian (Ed.) Computer and Thought.
Nenhum comentário:
Postar um comentário